Dicas para enfrentar o carnaval com saúde

E os cuidados que se deve ter com quem está passando mal
A fama que Brasília já carregou, de cidade burocrática, fria, sem esquinas, definitivamente ficou no passado. A cada ano os blocos carnavalescos se multiplicam, mostrando a face animada dos brasilenses, reunidos aos milhares atrás das dezenas de trios elétricos que inundam o ar da cidade com seus múltiplos ritmos. Mas tanta animação, se for regada a álcool, por vezes – e não são poucas – pode trazer consequências, de uma simples ressaca, até os casos de graves comas alcoólicos.

 "Primeiramente, cada pessoa tem que saber o seu limite e não ficar competindo ou se baseando na quantidade que outra pessoa está consumindo de álcool. Ingerir bebidas alcoólicas em excesso pode levar a problemas sérios e até à morte. Além de observar a quantidade de álcool ingerida, os foliões também não devem ficar mais de 3 horas em jejum de comida e beber água ou bebidas isotônicas a cada hora", ensina a nutricionista da SES/DF, Lúcia Coimbra.
 "A pessoa deve sempre se alimentar antes, durante e após a ingestão do álcool, comer alimentos leves e não gordurosos a cada 2 a 4 horas – isso é o suficiente para manter uma boa alimentação nesse período", diz a nutricionista, que acrescenta ser importante, antes de sair, fazer uma refeição completa e nutritiva.


 Para suportar a extensa maratona atrás dos blocos de carnaval, ela recomenda a alimentação com carboidratos complexos, como tubérculos (batatas, mandioca, cará, inhame, milho, arroz integral, cereais integrais), proteínas magras (ovo, carne, peixe ou ave sem gordura visível), hortaliças (verduras e legumes) e/ou frutas. "Boas opções são as frutas frescas ou secas, barras de cereais e tapioca", orienta.
 A atenção aos produtos consumidos em barracas, carrinhos ou quiosque de rua também deve ser redobrada, pois, "além do trabalho extra que o fígado tem para metabolizar o álcool, se a pessoa ingerir alimentos ricos em gorduras, como carnes com molhos gordurosos e fritura, só vai piorar o trabalho do organismo. Além disso, devemos estar atentos às condições de higiene no preparo do alimento", alerta a nutricionista.
 No caso de excessos, o médico do SAMU, Rafael Marques, recomenda a ingestão de líquidos, sair do sol, procurar um local fresco com sombra e buscar a ajuda de alguém que possa conduzir à unidade de saúde mais próxima. "O SAMU deverá ser chamado caso haja perda da consciência ou qualquer outro tipo de urgência/emergência (tiro, facadas, paradas cardíacas, hipoglicemia). No caso da vítima que está inconsciente por excesso de álcool, enquanto o socorro não chega deve-se deixar a pessoa deitada com a cabeça virada para qualquer um dos lados, de modo que ela não vomite e aspire a própria secreção, piorando ainda mais a situação".
O médico também ressalta que, em caso de a vítima já ter desmaiado, não forçar a ingestão de líquidos ou alimentos, "pois estes poderão encadear uma resposta de vômito neste paciente e a possível aspiração de secreções para dentro do pulmão, podendo evoluir para uma parada respiratória. Também não se deve forçar as pernas da vítima contra seu abdômen. Outra medida importante é tomar cuidado com medicações em uso, que podem depreciar ainda mais os sentidos e, finalmente, se beber, não dirija", conclui.
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