Lacen passa a fazer diagnóstico do vírus Mayaro

Até então, somente um instituto do Pará fazia esse trabalho
O Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen/DF) acaba de implantar o diagnóstico laboratorial do vírus Mayaro (transmitido pelo Aedes aegypti). Até então, somente o Instituto Evandro Chagas, no Pará, era referência nacional para este tipo de análise. Apesar de o DF ainda não ter registrado ocorrência do vírus, ele já está presente em regiões vizinhas, como Goiás.
 A metodologia utilizada é a pesquisa de anticorpos da classe IgM, que são produzidos pelos pacientes infectados com o vírus. "O Mayaro é da mesma família da Chikungunya. Então, com o que tínhamos até então, não dava para diferenciá-los no resultado. Agora, com uso de reagentes específicos, vamos poder saber com qual vírus o paciente está", explica a analista em Saúde do Núcleo de Virologia do Lacen, Marizoneide Gomes.
 Ela ressalta a importância da implementação desse diagnóstico no Lacen. "Nos permitirá um monitoramento da situação epidemiológica. Pode ser que a gente tenha dado diagnóstico de Chikungunya quando na verdade era Mayaro. Para o paciente, não faz diferença, pois os sintomas e o tratamento são os mesmos para ambos. É uma importância de vigilância epidemiológica", destaca.
 A amostra clínica para o diagnóstico é o sangue do paciente, que deve ser colhido cinco dias após o início dos sintomas. A amostra deve ser encaminhada ao Lacen, transportada sob refrigeração, e acompanhada da Ficha de Investigação Epidemiológica devidamente preenchida.
 DOENÇA- A febre do Mayaro é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite os vírus da dengue, febre chikungunya e zika.
 Por ser muito similar a outras viroses e melhorar sem tratamento, raramente é diagnosticado. Entretanto, parte dos pacientes pode apresentar queixa de artralgia intensa, acompanhada ou não de edema nas articulações. A lesão pode ser limitante ou incapacitante e durar por meses, quando a recuperação é mais prolongada. Normalmente, após uma ou duas semanas o paciente se recupera completamente.
 Os vírus Mayaro e Chikungunya pertencem à mesma família, são alfavírus, e por serem relacionados antigenicamente, podem ocorrer reações cruzadas em seu diagnóstico.



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