Último dia da terceira etapa da Expedição Safra-Brasília

A terceira etapa da Expedição Safra começou na segunda-feira e teve fim hoje (26). Durante os três dias, uma equipe de profissionais - composta por técnicos da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri/DF), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF), das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa/DF) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cerrados) - visitou 115 propriedades que possuem pivô central e produzem culturas irrigadas. As áreas visitadas estão espalhadas nos núcleos rurais do PAD-DF, Jardim, Rio Preto, Tabatinga, Planaltina, Taquara, Pipiripau, São Sebastião, Gama e Vargem Bonita.  
Para o presidente do BRB, Vasco Gonçalves, ações como essa, que visam conhecer as peculiaridades das terras produtoras, são fundamentais para o crescimento da atividade agropecuária do DF. “Dessa forma, torna-se possível a aprovação de políticas públicas mais certeiras que, por sua vez, contribuirão com o crescimento e o fortalecimento da atividade. Além disso, o fato de o projeto ter o apoio de uma instituição financeira, como é o caso do BRB, é fundamental, pois um planejamento financeiro e linhas de crédito adequadas são essenciais para impulsionar o negócio”, destaca Vasco. 
O Encontro Técnico realizado nesta quinta-feira, na sede do Núcleo Rural Rio Preto, finalizou esta etapa da Expedição e teve como tema “Água – uso para irrigação na Bacia do Rio Preto”. Na ocasião, representantes da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema), da Seagri-DF, da Emater-DF e da Embrapa Cerrados ministraram palestras na intenção de conscientizar os produtores sobre o uso da água e apresentar as preocupações dos órgãos com os níveis baixos dos reservatórios. 
O regulador da Adasa Rodrigo Marques comenta que a Agência tem acompanhado a situação hídrica da bacia por meio da coordenação do monitoramento que em diversos pontos da rede registra e acompanha dados de pluviosidade, vazão e qualidade da água quase que em tempo real (os dados são obtidos de 15 em 15 minutos em estações telemétricas). Segundo ele, quando necessário, esse monitoramento acarreta na realização de reuniões com os usuários de água para a alocação negociada de água, que geralmente resulta em grupos de irrigantes interagindo entre si para o melhor aproveitamento da disponibilidade hídrica da bacia. 
Em relação à palestra realizada hoje, Marques explica que o mote foi o papel da Adasa como reguladora e gestora dos recursos hídricos. “Minha exposição foi mais genérica a respeito do trabalho de outorga, do monitoramento hidrológico realizado na bacia do Rio Preto. Abordamos, ainda, a alocação negociada praticada nas bacias do ribeirão Extrema e do Pipiripau”, finaliza.
Conheça o projeto
A expedição é uma iniciativa da Seagri-DF, em parceria com a Emater-DF e com Ceasa-DF, e visa diagnosticar as condições da safra 2015/2016 de soja, milho e outras culturas irrigadas. O objetivo é que os trabalhos realizados durante a expedição sirvam de suporte no processo de elaboração das políticas públicas, voltadas ao setor da produção de grãos. Serve, ainda, para verificar se as políticas em vigor, em especial o plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) e o MIP (Manejo Integrado de Pragas), estão sendo efetivas.
Apesar da pequena área territorial, vale destacar que o Distrito Federal possui uma produção de grãos maior que a de outros 10 estados brasileiros; a maior produtividade nacional de soja, milho e feijão; e realiza uma das principais feiras do agronegócio nacional, a Agrobrasília, evento que por sua vez, conta com o apoio e a participação do BRB.
@brb.com.br


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