COMUNIDADES TERAPÊUTICAS COBRAM AÇÕES DO GDF PARA NÃO FECHAR AS PORTAS

Com objetivo de fortalecer o trabalho das Casas Terapêuticas do DF que mantém programas permanentes de prevenção, recuperação e assistência a dependentes químicos, o deputado Wasny de Roure promove na noite desta terça-feira(5), uma audiência pública que mobiliza mais de 500 pessoas no auditório da Câmara Legislativa. Essas pessoas vivem uma situação de incerteza já que o GDF cortou 59,8% da verba prevista para o custeio de tratamento de usuários de drogas em 2016 e passou a ofertas 75 vagas a menos do que o ano passado, reduzindo em 1\3 o número de vagas para o tratamento antidrogas. 
Em 2015, esses centros atenderam 77.050 atendimentos a dependentes químicos. Na abertura o deputado Wasny disse "que esse momento é extremamente importante pois não existe mais a subsecretaria de combate às drogas, que foi extinta e há a necessidade urgente do descontingenciamento dos recursos, falta interlocução com o GDF. Temos que nos fortalecer com a união para vencer essas dificuldades", frisou o parlamentar.


A presidente da Associação das Comunidades Terapêuticas do DF e Entorno, Areolene Curcino Nogueira apresentou um vídeo com depoimento de alguns dos beneficiados e fez uma retrospectiva da luta pela implantação dessas casas. "A diferença desse trabalho é a abordagem, pois nosso instrumento é o acolhimento, tendo como modelo o relacionamento entre os pares", destacou ela. A representante das famílias dos dependentes químicos do DF, Célia Moraes fez o relato pessoal do sofrimento quando se deparou com seu filho envolvido com as drogas. 
O presidente da Associação de apoio aos Dependentes Químicos, Stevão Randolfo, disse que a maioria dos presentes tiveram sérios problemas com a justiça e que preferem o tratamento do que engrossar as fileiras dos encarcerados no DF, sendo que dos 15 mil presos no DF, 80% tem envolvimento com drogas. Wasny que coordena os trabalhos, intercala as falas dando espaço para que as pessoas se manifestem. Também estão representes representantes da Secretaria de Saúde, com o diretor da Diretoria de Saúde mental do DF, Ricardo de Albuquerque, da Secretaria Adjunta de Desenvolvimento Social,com a senhora Patrícia Koop, dentre outros. A pauta é ampla pois atualmente o DF tem contrato com as instituições de acolhimento Abba Pai( 15 vagas), Instituto crescer (15 vagas), RAV-Renovando Vidas(12 vagas), ONG Salve a Si(60 vagas) e  Caverna de Adulão (50 vagas). todos os acordos findam este ano. As entidades abrigam adultos que se dispõem voluntariamento a receber o tratamento. 

Muitos recuperandos, lideres religiosos, pastores e voluntários que trabalham com o tema, ressaltaram a importância desse debate. O deputado Wasny também frisou que muitas dessas Comunidades não conseguem ser declaradas de utilidade pública, não podendo usufruir de benefícios nas tarifas públicas e que também não conseguem alvará de funcionamento de vido a interpretação da Administrações Regionais quanto à "atividade econômica", de acordo com o Decreto 36.948 que regulamentou a Lei 5.547, que trata da localização e o funcionamento das atividades.   Por: Eliane Araujo

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