VICE-GOVERNADOR RENATO SANTANA DEFENDE NOVA RELAÇÃO GOVERNO-SETOR PÚBLICO

     Vice-governador:Renato Santana e Paulo Octavio
 Para ele, falta ao servidor a iniciativa de avaliar o potencial dos empreendimentos.
 Combater a chamada “Síndrome da Bolha”, que é o distanciamento dos servidores públicos do setor produtivo, é a principal missão do vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana. Ele foi o convidado dos membros do LIDE BRASÍLIA para o almoço-debate, realizado no Kubitschek Plaza Hotel. Além da presença de mais de 30 associados do grupo, o evento foi prestigiado pelo senador Hélio José, pelo deputado federal Laerte Bessa e pelo secretário de Cultura do DF, Guilherme Reis.
                                 O vice-governador foi saudado pelo presidente do LIDE BRASÍLIA, Paulo Octavio, que traçou a carreira política de Renato Santana, até sua eleição para o cargo de vice-governador. “Nascido em Brasília e servidor público de carreira há mais de 20 anos, ele é o primeiro vice-governador que nasceu e mora em uma região administrativa fora do Plano Piloto. E prega, no poder público, uma política inovadora, tendo contribuído com o setor produtivo na busca de resolver os inúmeros gargalos que entravam e atrasam a cidade há anos. Gargalos que precisam ser removidos urgentemente, permitindo que voltemos a crescer”, destacou.
                                    Paulo Octavio, Elany Leão, Renato Santana e André Octavio Kubitschek Preira

Dando peso adequado ao servidor público, o vice-governador mostrou a importância do funcionalismo, que é o principal personagem da cadeia de consumo do DF, sem minimizar o papel do empresariado. “Quando o governo vai bem, a cadeia produtiva vai bem. Quem é o comprador potencial do mercado do DF? Não é o servidor público? A Secretaria de Saúde do DF tem 34 mil servidores, com média de R$ 10 mil. Em lugar nenhum do mundo há uma empresa com uma média destas. Mas o estado, que mantém estes servidores, não consegue colocar em caixa valores que empatem despesa e receita. Hoje, dia 10 de setembro, se tivéssemos que pagar os salários de novembro dos servidores, faltaria R$ 1,5 bilhão. O efeito disso é uma cidade no caos”, alertou. Em seguida, o vice-governador fez uma palestra com o tema “A Síndrome da Bolha: Mudança de Padrão nas Relações Governamentais”. Agradecendo o convite do grupo empresarial, ele destacou o papel do servidor, dizendo que não se pode olhar para o setor produtivo como adversário. “A percepção que tenho hoje, com 21 anos de serviço público, é que o estado constituído e o setor produtivo começaram a se enxergar como adversários. Essa Síndrome da Bolha, que eu costumo chamar falando dos gabinetes, tem o poder de alterar o DNA das pessoas. Ele vira governador, senador, deputado e se transforma. Começa a ficar com uma visão turva. Essa síndrome tem inúmeros sinais, como se achar senhor de tudo e de todos. Como combater? Sair do tradicional. Sair do habitual, do gabinete. Sair daquilo que se chama de lógica”, disse.

 O vice-governador apontou distorções de arrecadação. “Imaginem vocês que Belo Horizonte tem 100 mil imóveis a menos que o DF e arrecada R$ 2,5 bilhões em IPTU. Aqui, arrecadamos pouco mais de R$ 500 milhões, com previsão de gastos com coleta de lixo de R$ 500 milhões. A conta não fecha. Os problemas foram se acumulando e agora estamos sofrendo os efeitos de desajustes na condução da máquina pública”, complementou. Para isso, defendeu que os servidores saiam dos gabinetes para avaliar os empreendimentos. “Eu digo que sair da bolha é pegar os processos mais importantes e começar a calcular quantos empregos a obra vai gerar, quanto será arrecadado quando ficar pronto. Essa é a linha de ação que o servidor deve ter sempre. Qualquer coisa diferente disso, o servidor está acometido desta grave síndrome, a Síndrome da Bolha”, alertou. E disse que o distanciamento dos setores público e privado causa esse tipo de distorção. “Criou-se um ambiente em Brasília de que todo mundo é bandido e que todo servidor não trabalha. Culpa desta grave Síndrome da Bolha. Se um empreendedor e um servidor sentarem-se à mesa, isso é visto como um crime grave. Fomos deixando que a ação de alguns virasse a de todos”, completou.
 Defendendo a manutenção dos servidores públicos, mas combatendo a ineficiência nestas estruturas, Renato Santana pretende qualificar os quadros do DF. “A demissão de servidores é ruim para o estado e para a economia. Mas o servidor que não quer trabalhar, pau nele. Vocês não ficam com executivos que não querem trabalhar. Por que o Estado tem de ficar? Quando eu visito um empresário que me diz que um empreendimento está parado há 30 dias no protocolo, eu tenho certeza que este servidor não pode estar nesta posição, por não ter noção do que está ali. Por isso, o gestor tem de sair do gabinete e ir para ponta. Se a gente não sai para entender o empreendimento, não devemos estar no cargo”, alertou.
 Em relação às críticas que tem recebido pelo seu papel de protagonista, o vice-governador reforçou seus laços de lealdade com o governador Rodrigo Rollemberg e reafirmou que sua origem trabalhadora e o compromisso de fazer a cidade desenvolver-se serão prioridade. “Tenho ouvido as pessoas dizerem que eu estou muito ‘aparecido’. Eu estou é trabalhando. Isso é fruto da Síndrome da Bolha. Eu só sei trabalhar, aprendi isso na feira e não consigo não estar na ponta, servindo”, avisou.
 Buscando atrair mais negócios para a cidade, Renato Santana citou como exemplo o uso do Estádio Mané Garrincha, que custou mais de R$ 2 bilhões, e que tem dificuldades de ser utilizado por conta da inflexibilidade nas negociações das taxas de uso, hoje em 8%, para atrair mais jogos, tendo perdido partidas para outras praças, como Cuiabá. “O desconto em três pontos percentuais será maior que a partida vai gerar em termos de hotel, combustível, taxistas, segurança, refeições? Essa é a conta que se tem de fazer. O servidor se apega em um desconto de R$ 20 mil em detrimento do resto... Como eu sei disso? Fui para a ponta”, exemplificou, dizendo que o momento é salvar a atividade do setor público e do setor privado, com maior integração.
  “É preciso fazer o que vocês fazem com maestria: trabalhar com cabeça de empreendedor Enquanto houver um com o rastro da burocracia, da Síndrome da Bolha e da corrupção, nós vamos estar lá. Os empresários não precisam ter o sentimento de incluir na tabela um índice de despesa a serviço da corrupção. Se vierem em meu nome ou do governador, podem apontar. Se for servidor, será demitido e preso”, acrescentou, citando que, por isso, tem ido aos empreendimentos, também para combater a corrupção. “Nós vamos achar quem faz isso. Infelizmente, é a corrupção que tem trazido esta cena de momento”, concluiu, para depois entregar ao associado Adalberto Valadão a carta de habite-se de um empreendimento.
 Em seguida à palestra, o secretário de Cultura, Guilherme Reis, apresentou aos empresários o mais novo projeto da pasta: a Lei de Incentivo à Cultura do DF (LIC), que permite o uso de tributos locais, como ICMS e ISS, com incentivos que variam de 80% a 99%. “O apelo que fazemos é que estudem esta possibilidade, pois isso pode ser um incentivo para a geração de empregos na área cultural”, destacou, lembrando que sua pasta recebe apenas 0,49% do orçamento do DF.
  SOBRE O LIDE
 Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais possui dez anos de atuação. Atualmente tem 1.700 empresas filiadas (com as unidades regionais e internacionais), que representam 52% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.

 Informações para a imprensa:
Jorge Eduardo Antunes
Diretor de Comunicação
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