Trabalhadores Terceirizados no GDF Fazem Greve Por Reajuste

Os trabalhadores terceirizados na limpeza, conservação e merendeiras nas escolas públicas do Distrito Federal (DF) e os auxiliares de serviços gerais em vários outros órgãos do Governo do DF, empregados das empresas Planalto Service, Juiz de Fora, G & E Serviços, Real JG Serviços e Servegel Apoio, decidiram na manhã desta terça-feira (17/06), reunidos em Assembléia Geral Extraordinária na Praça do Buriti, paralisar suas atividades e só retornarão ao trabalho quando receberem o reajuste salarial de 9% para quem ganha até R$ 1.500,00; 7% para quem ganha acima desse valor; dois salários base do auxiliar de serviços gerais para os encarregados e fiscais e o aumento no tíquete alimentação de R$ 20,00 para R$ 24,00, devido desde o mês de fevereiro deste ano.
A Assembléia, organizada pelo Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados, contou com relatos de diversas trabalhadores que fizeram questão de denunciar as hostilidades e constrangimentos que sofrem diariamente nos seus locais de trabalho; por patrões ou até por servidores preconceituosos.
A presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel Caetano dos Reis, reclamou muito sobre o que considerou ser submissão do GDF.
Pois, como disse, “o governo fala que pagou, as empresas afirmam que não receberam, e o trabalhador é quem se lasca”.
Para ela, “isso é uma canalhice e uma irresponsabilidade, tanto dos patrões como do próprio GDF, que parece ser conivente”.
 CUT Brasilia e Conrtracs-CUT
Julimar Roberto, diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasília), destacou a importante da participação dos milhares de trabalhadores na Assembléia, destacando que a Central estará diuturnamente junto com a direção do Sindiserviços-DF cobrando dos patrões e do GDF o imediato respeito e pagamento dos direitos dos trabalhadores.
Alci Matos Araujo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comercio e Serviços (Contracs-CUT), ao falar também sobre a luta no Congresso Nacional contra o PLC 30/2015 (PL 4330/2004), que ao propor a regulamentação da terceirização no país, quer roubar direitos e conquistas dos trabalhadores.
Ressaltou que em outras regiões do país os trabalhadores da área de asseio também estão sofrendo muito com assedio moral e com constantes desrespeitos aos seus direitos fundamentais.
 Ações na Justiça
 Para Antonio de Pádua Lemos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindiserviços-DF, a arrogância desses cinco patrões e a passividade do GDF tem desrespeitado a Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria, que foi aprovada na Campanha Salarial 2015, além de registrada no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em fevereiro passado, conforme determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).  

Ele explicou para os trabalhadores que o Sindiserviços-DF formulou denuncia no Ministério Público do Trabalho da 10ª Região (MPT – 10ª Região) e participou de Audiências Publicas de Conciliação com patrões e o GDF e nada foi resolvido. 
O Sindiserviços-DF, continuou, ingressou com denuncia na Superintendência Regional do Trabalho no Distrito Federal (SRT/DF), mesmo a SRT/DF ter plenos poderes para autuar ou aplicar multas nas empresas, tais procedimentos não aconteceram.  
Destacou que o Sindiserviços-DF moveu Ação Coletiva no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT – 10ª Região) e que as audiências no TRT – 10ª Região estarão acontecendo neste segundo semestre.
Algumas, finalizou, infelizmente só estarão acontecendo no final do ano, período em que a categoria já estará debatendo a Campanha Salarial do ano que vem.
Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva


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