Deputado confere descaso sofrido por parentes de detentos na Papuda

Deputado,Rodrigo Delmasso
Visitantes ficam ao relento enquanto aguardam o horário de visita.
Sol, chuva, frio, longo tempo de espera, falta de serviços básicos. Reclamações não faltam para os familiares de detentos que, durante visitas ao Complexo Penitenciário da Papuda, enfrentam longas filas. Falta ainda estrutura para atender adequadamente aos visitantes, que começam a chegar a partir das 11 horas do dia anterior ao de visita e dormem no local.Renata da Costa, 31 anos, visita o marido há dois anos. Ela reclama da situação e da humilhação a que são submetidos. “A gente fica jogada ao relento. Quando não estamos passando frio, estamos sofrendo com o sol quente, tomando chuva. Não tem banheiro. Crianças são obrigadas a dormir no chão. Quem tem carro se salva, mas quem não tem fica sofrendo”, desabafa.

Outra reclamação dos familiares é sobre a desorganização em definir a ordem de chegada. Juliana Rodrigues, 28 anos, faz visitas há seis anos. Ela reclama que não há uma organização para a distribuição das senhas. “São as pessoas que chegam e fazem a lista. Quando chega a hora de distribuir as senhas, muita gente se amontoa e acaba cortando fila. Geralmente os agentes penitenciários seguem a lista até os 100 primeiros nomes, em média, depois disso vai apenas distribuindo aos que estão lá na frente mesmo, no bolo”, reclama.
A situação foi constatada pelo deputado Rodrigo Delmasso, em visita ao local. O deputado colheu assinaturas para um abaixo-assinado pedindo a construção de um galpão para abrigar quem frequenta o local. Segundo Delmasso, o galpão abrigará os visitantes, organizará a distribuição de senhas e dará mais dignidade aos familiares que frequentam o local. 

“A humilhação que essas pessoas sofrem é de horrível. Durante a campanha me comovi com a situação e agora quero lutar por uma humanização no atendimento dessas famílias”, diz.
O abaixo-assinado será encaminhado à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) pedindo a construção de um galpão com a infraestrutura necessária para o conforto dos visitantes, como vestiário e lanchonete. Segundo a SSP, por dia de visita, passam em média 3000 pessoas pelo local. Entre os visitantes, estão crianças, idosos, mulheres, que poderão se beneficiar com a construção do abrigo.
Imagens: Rogério Lopes

Lidyane Andrade 

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