Saúde orienta sobre psoríase nas ruas de Brasília

Doença não tem cura, mas com o tratamento é possível fazer desaparecer os sintomas
O Dia Mundial da Psoríase, celebrado nesta quarta-feira (29), é lembrado no Distrito Federal com uma campanha de esclarecimento. O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, tem a participação do Hran, HuB e Hospital Naval.

De acordo com a coordenadora do Ambulatório de Psoríase do Hran, Letícia Galvão, a doença não é contagiosa, mas sua aparência pode causar preconceito. “Aparecem placas vermelhas e descamativas no corpo do paciente, geralmente no cotovelo, joelho e couro cabeludo. Mas a doença é genética e não é transmissível, então não tem porque ter nojo ou medo de contágio”, explicou.
O tratamento do problema varia de acordo com a gravidade. “Em casos leves, nós recomendamos apenas um creme local. Se a doença for moderada ou grave, pode ser tratada tanto com remédios quanto com injeções. O tratamento é importante para diminuir o desconforto do paciente, pois a psoríase causa coceira e ardência”, complementou Galvão.

Em estágios avançados, a doença pode até afetar as articulações. “A ideia é tratar logo para evitar que evolua para alguma sequela”, frisou. A médica destacou, também, que os medicamentos são fornecidos pela Secretaria de Saúde.
Em caso de suspeita de psoríase, o paciente deve procurar o centro de saúde mais próximo à sua residência. Caso haja necessidade, será encaminhado ao serviço do Hran para tratamento adequado. O ambulatório de dermatologia do hospital funciona às segundas-feiras, nos períodos matutino e vespertino.

Apesar de ser destinado aos militares, o Hospital Naval criou um ambulatório de psoríase no início do ano, aberto para tratar civis. Os pacientes podem marcar a consulta pelo telefone 3345-6387.
 PRECONCEITO - A auxiliar de dentista Lucilene Pereira da Silva, 34, passou pela tenda montada na frente do Conjunto Nacional, leu o cartaz e foi se informar sobre a psoríase. “Não conhecia, tinha curiosidade”, contou. Depois das explicações sobre a enfermidade, ela lembrou de um vizinho com os sintomas que poderia ter a doença. “O pessoal tinha preconceito, achava que pegava”.
Para mostrar que a doença pode ser controlada, Maria das Graças da Silva, 49, (e há dois anos sem apresentar sintomas) está participando da ação. Ela conta que foi vítima de preconceito quando manifestava os sintomas da enfermidade. “Tinha gente que não queria encostar em mim. No ônibus, levantavam e se afastavam quando eu passava”.

Depois de ler os folhetos e ouvir as explicações dos médicos, a office girl Shênia Cristina, 42 anos, acredita ter descoberto a doença da mãe. Ela começou a apresentar as lesões há quase dois meses, desde a morte de um neto. “Pensava que era impingem, mas agora acho que é psoríase.”
PSICOLÓGICO - A psoríase está estreitamente vinculada às emoções.  “Sempre há um evento que faz a doença começar”, explicou a dermatologista. Por esse motivo, o serviço do Hran conta, também, com a participação de uma psicóloga para atender os pacientes com psoríase, tanto de maneira individual, como em grupo.

Segundo a médica, há muitos casos de adolescentes que tem um surto da doença, mas uma vez tratada, os sintomas não voltam nunca mais. “A doença não tem cura, mas tem controle”, ressaltou.
O presidente da Associação dos Portadores de Psoríase relata que as mudanças de vida precisam ser assumidas por aqueles que querem controlar os sintomas. “É importante a pessoa aderir ao tratamento, que é a longo prazo. Além dos remédios é fundamental fazer coisas para diminuir o estresse”, recomendou.
Fonte: ASCOM-SES/DF
3348-6109
Fotos: Renato Araújo








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