Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Adicio​Secretária Claese Maria da Rocha: várias
 ações de conscientização
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Com o objetivo de dar visibilidade à luta contra o abuso sexual infanto-juvenil, aconteceu na última sexta-feira (16), no plenário da Câmara de Luziânia, uma palestra ministrada pelo procurador regional da República - 1ª Região, Guilherme Schelb, que abordou temáticas alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio). A iniciativa contou com apoio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho.

Estiveram presentes a secretária municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho, Claese Maria da Rocha, vereadores, psicólogos, assistentes sociais, educadores e representantes de outros segmentos.

Durante a palestra foram apresentados vídeos e os participantes puderam fazer perguntas, além de expor suas opiniões. Segundo GleyKa Karine Oliveira, coordenadora pedagógica, as questões abordadas foram de extrema importância para toda a comunidade, principalmente para os profissionais da Educação. “Foi uma palestra maravilhosa. Com certeza, vou repassar tudo que aprendi para os alunos, pais e outras pessoas da comunidade. Alertar a população é muito importante”, destacou.

Procurador Guilherme Schelb
"Nosso objetivo é informar, mobilizar, sensibilizar e convocar toda a sociedade a participar da luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Agradecemos muitíssimo ao procurador Schelb pelas orientações e ensinamentos de hoje. Estamos juntos nesta grande campanha de conscientização, que tem o total apoio do prefeito Cristóvão Tormin”, frisou a secretária Claese Rocha.

“O envolvimento da Prefeitura nesta campanha de conscientização faz a diferença. Estamos aqui para orientar na prevenção contra o abuso de crianças e adolescentes e indicar os corretos procedimentos em caso de suspeitas”, enfatizou o procurador.

A DATA

Em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches foi vítima de um crime que chocou o país. Ela tinha apenas oito anos de idade quando foi sequestrada, estuprada e morta. O corpo da menina, desfigurado por ácido, apareceu em uma movimentada rua de Vitória, Espírito Santo. Os acusados pelo crime eram integrantes de uma tradicional família da cidade e ficaram impunes.

Para que episódios como esse, contra a criança e o adolescente, não se repitam, e para buscar a mobilização de toda a sociedade sobre o tema, foi criado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio, em lembrança ao caso Araceli.

A ideia de criar o Dia aconteceu em 1998, quando entidades públicas e privadas de todo o país reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil, uma organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais.

De autoria da então deputada federal Rita Camata (PMDB/ES), presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional, o projeto foi sancionado em maio de 2000 (Lei 9.970). Desde então, o governo brasileiro, em suas três esferas, e a sociedade civil promovem atividades para conscientizar a sociedade sobre a gravidade da violência sexual e em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes.


O SÍMBOLO

A campanha tem como símbolo uma flor (frágil como uma criança, além de ser uma lembrança dos desenhos da primeira infância). O desenho também tem como objetivo proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade e com a causa.

O símbolo surgiu durante a mobilização do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 2009. Porém, o que era para ser apenas uma campanha se tornou o símbolo da causa a partir de 2010.

O slogan “Faça Bonito - Proteja nossas Crianças e Adolescentes” quer chamar a sociedade para assumir a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes em todo o Brasil.


DISQUE-DENÚNCIA

O Disque-Denúncia foi criado em 1997 por organizações não-governamentais que atuam na promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes e, em 2003, passou a ser de responsabilidade do Governo Federal. A coordenação e a execução do serviço ficaram a cargo da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Esse canal, conhecido por Disque 100, passou então a ser um serviço de proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual, o que possibilita conhecer e avaliar a dimensão da violência e o sistema de proteção, bem como orientar a elaboração de políticas públicas.

Disque 100 funciona diariamente das 8 às 22h, inclusive nos fins de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos competentes. A identidade da pessoa denunciante é mantida em sigilo. Vale lembrar que denúncias também podem ser feitas nos conselhos tutelares.

Conselho Tutelar de Luziânia:
Rua Benjamin Roriz, 327, Centro.
Contato: 61-3906-3123.

Conselho Tutelar do Distrito do Jardim Ingá:
Avenida Dr. Danton Jobim, quadra 36, lote 40, Jardim Ingá.
Contato: 61-3623-5138.

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