Romário dispara contra Copa e chama Blatter de 'f.d.p. e ladrão'

O deputado federal Romário (PSB-RJ) também chamou o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, de chantagista e ladrão
O deputado federal Romário (PSB-RJ) fez duras críticas e ataques à Copa do Mundo de 2014, a políticos e a dirigentes da Fifa e do futebol brasileiro. O ex-craque da seleção brasileira participou nesta quarta-feira de um debate realizado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, em que disse estar assustado com os custos e a qualidade das obras para o Mundial, e deu declarações polêmicas - especialmente em relação ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, a quem chamou de ladrão e filho da puta.

Em entrevista à ESPN Brasil, Romário não poupou as principais figuras envolvidas na organização da Copa-2014. "Hoje, o prórprio Jerome Valcke, que é o secretário geral da fifa, acabou de dizer que essa pode ser uma das piores Copas da história. Esse cara vem aqui no país, manda e desmanda, fala e desfala, e todo mundo bate palma. Esse cara é um dos maiores chantagistas do esporte mundial. Teve problema lá trás, foi mandado embora, depois fez uma chantagem com o presidente da fifa , que é um ladrão, corrupto, filho da puta. Desculpe a expressão", disse Romário.


"É com isso que a gente convive aí. A CBF tem dois ratos, que são o [José Maria] Marin [presidente da entidade] e o [Marco Polo] Del Nero [presidente da Federação Paulista], que será o prioximo presidente da CBF. A Fifa tem dois ladrões. Digo, dois que são conhecidos no país, que são o [Joseph] Blatter [presidente] e o Jerome Valcke [secretário-geral]. Esse caras vão ficar bilionários com a Copa do Mundo e está tudo certo, tudo bem. Isso é o nosso governo atual, nossa presidenta, nossos secretários, nossos governadores, que também estão enriquecendo", continuou.

Obras

"Os convidados trataram de assuntos polêmicos e revelaram informações gravíssimas", descreveu o Baixinho, em um comunicado oficial. "Participaram representantes do Tribunal de Contas da União, do Sindicato Nacional da Arquitetura e Engenharia e do Portal 2014, referência na fiscalização das obras dos megaeventos esportivos", emendou.

Segundo Romário, o custo por assento no Brasil (R$ 11.803) será quase o dobro do verificado nas últimas duas Copas, na África do Sul-2010 e Alemanha-2006. Além disso, 11 das 42 obras de mobilidade urbana previstas (remanescentes das três versões da Matriz de Responsabilidade) não ficarão prontas.
"A discussão foi produtiva e ao mesmo tempo assustadora", definiu Romário, sem esconder a preocupação.
O deputado federal ainda questionou a qualidade das obras dos estádios. Ele cita que o Mané Garrincha, em Brasília, apesar do custo de R$ 1,5 bilhão, apresenta goteiras e sistema precário de internet.
"Fiquei sabendo por fonte segura que o sistema de climatização das áreas vips da arena ainda não foi concluído porque os aparelhos de ar condicionado não foram adquiridos até agora", concluiu.

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