Falhas na instalação elétrica representam riscos em edifícios

Danos na parte elétrica podem causar incêndios, choques, colocar em risco à segurança das pessoas, além de ser uma fonte de desperdício de energia
Danos na parte elétrica podem causar incêndios, choques, colocar em risco à segurança das pessoas, além de ser uma fonte de desperdício de energia

 Há 40 anos, um curto-circuito no sistema de ar condicionado causou um dos maiores incêndios do país. O acidente no Edifício Joelma, em São Paulo, provocou mais de 180 mortes e 300 feridos. De lá para cá, mesmo com o avanço das tecnologias e da criação de normas técnicas, é preciso cuidados com a instalação elétrica dos prédios.

 Contudo, os incêndios não são a única preocupação. A instalação elétrica elaborada fora dos padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a falta de manutenções adequadas podem resultar em choques elétricos, que colocam em risco a segurança física de moradores e de animais.
 “Outro ponto importante é o desperdício de energia que acontece em instalações elétricas precárias. Portanto, é fundamental cuidar das instalações elétricas, por meio de inspeções e manutenções periódicas”, alerta o Engenheiro Elétrico Luciano Duque. A norma NBR 5674 da (ABNT) especifica os prazos para a realização da prevenção, que dependem de qual elemento ou equipamento.

A inspeção é feita nos “condutores elétricos, conectores, bornes, tomadas de uso geral, tomadas de uso específico, quadro de distribuição de circuitos, luminárias, sistema de aterramento e SPDA (Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas)”, explica Duque. Esse procedimento resulta em um laudo técnico e, a partir disso, é possível agir caso algum problema seja detectado.

A qualidade dos materiais usados na parte elétrica ajuda para dar segurança, mas não é o suficiente, “é necessário um bom projeto elétrico, uma equipe de execução capacitada e com acompanhamento de engenheiro elétrico e também elaborar um plano de manutenção e realizar as atividades desse plano periodicamente, conforme especificado na NBR5674”, reforça o Engenheiro Elétrico.

Edifício Joelma

Há 40 anos, um curto-circuito em um ar condicionado, no 12º andar do Edifício Joelma, iniciou o maior incêndio da cidade de São Paulo. Mais de 180 pessoas morreram em decorrência de queimaduras ou por causa da fumaça, e outras 300 ficaram feridas.

A precariedade das instalações do ar condicionado causou o incêndio. A falha do disjuntor, o equipamento responsável por interromper a energia caso haja sobrecarga ou curto-circuito, também contribuiu para o ocorrido.

O engenheiro alerta para o perigo das chamadas “gambiarras”.  Apesar do avanço das tecnologias na área, os riscos ainda existem por conta da ação humana que, muitas vezes, age com negligência, desconhece os perigos e tenta economizar com material de baixa qualidade


“Hoje, temos uma evolução na construção dos disjuntores, nas normas e principalmente no tocante a manutenção predial, obrigatória em algumas cidades e em vias de ser obrigatória em todo o país”, explica Luciano Duque.  

fonte:ASSESSORIA DE IMPRENSA 
BMS ENGENHARIA
Proativa Comunicação

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