Generoso fora das pistas, Schumacher já destinou mais de R$ 160 milhões à caridade

Dono de uma fortuna conquistada no automobilismo, Michael Schumacher fez generosas doações para diversas instituições de caridade, com destaque para os mais de US$ 10 milhões destinados às vítimas do tsunami de 2004 no Sudeste Asiático, além de contribuir regularmente com o Instituto do Cérebro, na França.


Tido como vilão por muitos adversários e fãs de automobilismo pelo o que fazia dentro das pistas, Michael Schumacher passava longe desse rótulo quando saía do cockpit. Declarado o primeiro bilionário do esporte pela revista ‘Eurobusiness’ em 2005, o heptacampeão mundial de F1 já destinou mais de R$ 160 milhões para instituições de caridade e institutos de pesquisa. No dia de seu 45º aniversário, ele está internado em estado grave na França após um acidente de esqui em 
, nos Alpes.
O alemão fez generosas doações ao longo dos 45 anos de vida. A maior delas foi em 2004, quando enviou US$ 10 milhões (mais de R$ 20 milhões em valores atuais) às vítimas do tsunami que assolou o Sudeste Asiático no fim de 2004. Tratou-se da maior individual feita na época.
Embaixador da Unesco, financiou, dentre outras ações, a construção de uma escola em Dacar, no Senegal, em 1996; de um hospital infantil em Sarajevo, na Bósnia, para tratar vítimas dos conflitos na região dos Bálcãs na década de 1990; e de um albergue para população carente em Lima, no Peru, em 2002.
Schumacher também destinou uma quantia estimada entre US$ 5 e US$ 10 milhões para a Will J. Clinton Foundation, do ex-presidente norte-americano Bill Clinton. Clinton, aliás, foi uma das personalidades que mandou uma mensagem de apoio para o piloto.

Contribui, ainda, com campanhas de segurança no trânsito.

Em entrevista publicada pelo site da Unesco em 2002, Schumacher falou que a vontade de colaborar principalmente com crianças e jovens começou antes mesmo dele chegar à F1. “Sempre achei que eles não têm as mesmas chances do que um adulto que recebeu alguma educação e sabe lidar com o mundo. Elas são tão pequenas, não têm experiência e não conseguem fazer as coisas sozinhas”, declarou.

“Em primeiro lugar, sinto que há quem se comprometa com projetos porque eu estou envolvido. Não posso pagar por tudo. Eu me disponho para fazer vários serviços por algum tempo e isso atrai mais doadores”, acrescentou.
Gérard Saillant (em pé) é o responsável pelo Instituto do Cérebro e da Medula Espinal (Foto: AP)
Agora, uma das doações que fez pode ajudar a salvar sua vida: para o Instituto do Cérebro e da Medula Espinal, tocado por seu amigo, o médico Gérard Saillant, em Paris, e que tem Jean Todt como vice-presidente. A relação dos dois começou quando Saillant operou a perna direita de Schumacher depois do GP da Inglaterra de 1999.

Em mensagem postada na página do instituto na internet, o germânico explicou que foram motivos pessoais que o levaram a conhecer o ICM, e a confiança em Saillant e Todt o fez aderir à causa. “Essa ideia de criação de um centro de pesquisa é fascinante em muitos aspectos: vai ajudar a compreender os mecanismos do cérebro e encontrar soluções para tratá-los. Aqueles que são vida privilegiada devem ajudar aqueles que são menos assim, especialmente aqueles que sofrem. Então eu acho que é meu dever ajudá-los”, afirmou. Ele também faz uso de sua imagem para divulgar o ICM.

Saillant e Todt viajaram já na tarde de domingo para Grénoble, onde acompanham de perto a luta do alemão pela vida.
Fonte: Warm Up
RENAN DO COUTO, de São Paulo

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