NILTON SANTOS PARTIU PARA ENSINAR FUTEBOL NO CÉU

Recebi com muito pesar a morte do bicampeão mundial de futebol Nilton Santos,
 falecido nesta última quarta-feira aos 88 anos de idade.

Tive o privilégio de receber Nilton em minha casa nos idos de 1994, levado pelo então candidato a deputado Distrital César Lacerda. Passamos o dia juntos, conversando muito, no meu caso aprendendo muito. Naquela época Nilton trabalhava no GDF, se não me engano comandava a Escolinha de Futebol do Defer, era um cara tranquilo, de fala suave, agradável, contou-nos inúmeras histórias de sua vida futebolística, muitas delas relacionadas a Mané Garrincha, de que quem era amigo e compadre.

Lembro-me bem de uma dessas histórias. Disse-nos Nilton que na Suécia, em 1958, Mané comprou um rádio a pilha e no avião voltando para o Brasil, depois de ganhar a Copa do Mundo, mas ainda em solo sueco, resolveu ligar o aparelho, que logicamente só sintonizava as rádios daquele país. Nilton então resolve perguntar a Mané: "que utilidade esse rádio vai ter para você no Brasil se ele só fala sueco?". Garrincha pensou, pensou, pensou e deu o rádio de presente para roupeiro da Seleção Brasileira. 

Na assessoria de César Lacerda, já eleito deputado distrital, tive o prazer de redigir o projeto de decreto legislativo propondo a concessão do Título de Cidadão Honorário de Brasília a Nilton Santos (ou melhor, dos Santos) e depois o discurso pronunciado por Lacerda quando da outorga da honraria.

Nilton Santos não era uma enciclopédia apenas no futebol, mas também na vida, um exemplo de vida. Por isso digo com tristeza que o Brasil perdeu uma de suas maiores personalidades e eu, embora tricolor, perdi um ídolo. Nilton era tão genial que ultrapassava a barreira das cores e das paixões do futebol.

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