Formula truck

Leandro Totti, atual campeão, era um dos mais rápidos na programação de treinos livres. Na tomada de tempos, excedeu o limite de 160 km/h no radar. Com o tempo de volta anulado, teve de largar do fim do grid. “Abusei no radar, pensando na maior velocidade, tentei o limite. Errei”, definiu o piloto da cidade de Londrina. “Na corrida, era tudo ou nada. Não economizei”, falou o piloto da RM Competições, que levou seu Volkswagen-MAN ao terceiro lugar.

Outro paranaense no pódio foi Diogo Pachenki, de Cascavel, quarto com o Mercedes-Benz da ABF Racing Team depois de largar em nono lugar. “Estávamos um pouco perdidos nos treinos, encontramos um caminho para a corrida na calibragem de amortecedores. Tive uma briga boa com o (Adalberto) Jardim e podia ter sido segundo. Como estou chegando agora à categoria, foi só minha quarta corrida, preferi chegar ao fim em vez de arriscar”, resumiu.
Também londrinense, João Marcos Maistro enfrentou problemas durante os treinos livres e, na tomada de tempos, conquistou o 14º lugar. “Eu não fiquei satisfeito. Na corrida, fiz uma largada boa, evitei os acidentes. Quando tivemos a relargada, fiz mais ultrapassagens, mas aí o caminhão começou a esquentar, tive que diminuir o ritmo”, manifestou o piloto, que levou o Volvo da Clay Truck Racing, que terminou em sexto. “Como resultado, foi sensacional”, exclamou.

Nem tudo foi festa para o automobilismo paranaense na etapa goiana. O pole-position Wellington Cirino parou na 18ª das 29 voltas do GP Crystal, com problemas no caminhão número 6 da ABF/Mercedes-Benz. “Vinha tudo certo, fiz a pole, liderei a primeira parte da corrida, meu caminhão estava ajustadinho, bem competitivo”, listou o piloto de Francisco Beltrão. “Problemas mecânicos são coisa de corrida. Agora, já penso para Interlagos”.
Jansen Bueno, piloto de Curitiba, parou a nove voltas do fim da corrida, por conta da quebra da polia da bomba de óleo do motor do Volvo número 11. “Mesmo com a dificuldade por não termos encontrado um bom acerto de chão, eu vinha andando no meio do pelotão”, frisa o piloto. “Agora vamos desmontar tudo e tentar descobrir a causa do problema. O motor tem menos potência que os demais, mas a resistência é uma das características dele”.

Problemas de motor também dificultaram o trabalho de Pedro Muffato. A quebra da unidade titular no quarto e último treino livre impediu que o piloto de Cascavel participasse do treino classificatório. “Não havia tempo para trocar o motor até a tomada de tempos”, justificou. Na décima volta da corrida, a quebra da turbina foi responsável por um princípio de incêndio no Scania número 20 da equipe Muffatão, que estacionou o caminhão à beira da pista.

“Não tivemos tempo para testar, eu preciso testar mais a resistência dos motores. Os da geração Euro 5 não estão aguentando. Talvez seja o caso de voltar ao Euro 4”, manifestou, tendo como exemplo o paulista Roberval Andrade, da Ticket Car Corinthians. “O Roberval voltou ao motor de antes e terminou a corrida sem problemas e foi ao pódio. Vamos programar testes para as próximas corridas, principalmente para a de Cascavel”, antecipou.

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