Horário de verão evita necessidade de investir R$ 3 bi em térmicas


Valor seria investido para atender maior demanda por energia no verão.
Horário de verão vigora entre 21 de outubro e 17 de fevereiro de 2013.



Fábio AmatoDo G1, em Brasília

O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, disse nesta quarta-feira (17) que o país vai deixar de investir cerca de R$ 3 bilhões em geração por conta horário de verão, que começa à zero hora do dia 21 de outubro e termina à zero hora de 17 de fevereiro de 2013.
De acordo com Grüdtner, esse valor teria que ser aplicado na construção de novas usinas térmicas para atender a um aumento médio no consumo de energia da ordem de 2.200 megawatts (MW) no país durante verão, no horário de pico – das 19h às 21h.
Com o horário de verão – e um maior aproveitamento da luminosidade do dia -, o governo pretende justamente reduzir em 2.200 MW o consumo em horário de pico, o que evita a construção de usinas térmicas.
Nesta época do ano, por conta da estiagem e dos níveis mais baixos dos reservatórios das hidrelétricas, o acionamento dessas térmicas se torna necessário. A geração por essas usinas, por meio da queima de carvão ou combustível, por exemplo, é mais cara do que a feita pelas hidrelétricas, que respondem pela maior parte da energia do país.

Gasto com combustível

Além do investimento que se deixa de fazer, o horário de verão também vai proporcionar economia de outros R$ 280 milhões com a compra de combustível para as usinas térmicas.
Entretanto, em função da escassez de chuvas neste início de primavera, o consumidor brasileiro pagará neste ano mais do que no ano passado por geração de energia térmica, para garantir níveis mínimos de reservatório de água para geração de energia hidrelétrica.
Em 2011 o gasto somou R$ 1,4 bilhão, sendo que quase a metade para suprir falhas no abastecimento do sistema interligado dos estados do Acre e de Rondônia.
No dia 15 de outubro, os níveis dos reservatórios estavam em 38,1% no Nordeste; 42,5% no Sudeste; 47,2% no Norte; e 39,4% no Sul. As metas estabelecidas pelo governo preveem que no dia 30 de novembro o Sudeste terá que contar com 41% de água em seus reservatórios, ou seja, apenas 1,5 ponto percentual abaixo do nível atual.

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