Ayres Britto cogita votar somente na quarta sobre Dirceu e outros 9 réus

Presidente do STF não quer deixar o decano da corte votar sozinho.
Celso de Mello não estará presente à sessão desta terça do mensalão.


Pela ordem de votação, o chefe do Judiciário é o último magistrado a se manifestar sobre a suposta compra de votos da base aliada do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tribunal retoma nesta terça o julgamento, interrompido na última quinta (4), de antigos dirigentes do PT, entre eles o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu.
Os ministros decidem se dez réus corromperam integrantes de quatro partidos – PP, PMDB, PTB e o extinto PL (atual PR) – em troca de apoio político no Congresso.
Na quinta, quando foi o julgamento foi interrompido, o placar era de 3 votos a 1 pela condenação de José Dirceu e de José Genoino, ex-presidente do PT, e 4 a 0 no caso de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido.
Segundo a assessoria do STF, Ayres Britto teria manifestado a disposição de adiar em um dia seu voto para acompanhar o ministro mais antigo da corte, Celso de Mello. O magistrado avisou aos colegas que não participará da sessão desta terça em razão de um compromisso pessoal em São Paulo.
A previsão é de que Mello vote na abertura da sessão desta quarta-feira (10). A interlocutores, Ayres Britto declarou que não gostaria de deixar Celso votar sozinho. Se os demais ministros encerrarem cedo suas manifestações, Britto poderá colocar em julgamento outros processos pendentes, sem relação com o mensalão, a fim de limpar a pauta.
Além disso, se votar nesta terça, o presidente do STF estaria alterando a ordem de votações da corte. Pela liturgia interna, os ministros seguem a ordem inversa de antiguidade no tribunal, sendo que o presidente sempre é o último a se manifestar.
Devido ao primeiro turno das eleições municipais, realizado no último domingo (7), os ministros decidiram não realizar a sessão de julgamento do mensalão prevista para segunda (8), adiando para o encontro para esta terça.
Os demais ministros que devem votar nesta terça são Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Se Celso de Mello e Ayres Brito não votarem, o julgamento pode ser suspenso logo após a manifestação de Marco Aurélio Mello e retomado na sessão desta quarta
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