Fiscalização na Policlínica Objetivo foi apurar denúncia


Texto : Afrânio Pedreira
Fotos : Beto Castanheiro


Como co-gestores e na qualidade de controladores social, membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Águas Lindas de Goiás estiveram na manhã de hoje, quarta-feira (26), fiscalizando a Policlínica da Cidade, instituição em que a Vigilância Sanitária e a Promotoria do Estado apreenderam, no último dia 12.08, quase 13 quilos de medicamentos com os prazos de validades vencidos.

 
Durante toda a manhã, além de verificar as datas de vencimentos dos remédios, os conselheiros fizeram questão de perguntar a muitos dos pacientes que se encontravam no local sobre recebimento de medicação vencida. “Todos aqui garantiram que nunca receberam nenhum remédio vencido”, ressaltou o presidente do Conselho, Pastor Roberto Alexandre da Silva que chefiou a operação. Conforme ele, que está à frente da entidade que tem como função analisar ações do setor, fiscalizar e sugerir, além do caráter ostensivo de fiscalização, a operação objetivou apurar uma denúncia, tal como aconteceu com a operação do MP e Vigilância que resultou na apreensão dos medicamentos.

“Não encontramos, em toda a instituição, nenhum remédio vencido. Claro que existem itens no relatório da Promotoria que devem ser reparados como a troca de algumas lixeiras, mobiliários e adequação do espaço físico, mas medicamentos não”, ressaltou o presidente do CMS. “Essa farmácia da Policlínica vai ser toda reformada”, avisou a farmacêutica Ana Paula Bereger.

Por ter sido um fato inusitado, Maria Ione Melo, funcionária da farmácia não se conforma com o acontecido no seu local de trabalho. “É uma coisa que a gente está sempre observando. Um mês antes do vencimento de toda a medicação, fazemos a separação dos mesmos”, desabafou. Segundo os funcionários do setor, a forma como os fiscais da Vigilância e da Promotoria foram de rápido encontro aos medicamentos vencidos foi muito estranha. “Temos muito medicamentos aqui. O fato deles rapidamente encontrar esses que estavam vencidos muito me espantou”, disse Ione.

Agora, conforme o presidente do CMS, um relatório sobre tudo que foi visto, investigado e apurado no local vai ser feito e encaminhado ao Ministério Público do Estado. “Vamos sugerir ao poder municipal a reparação imediata dos itens estruturais apontados pela Promotoria Pública”, destacou Roberto Alexandre. 





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