Amantes de kombis comemoram aniversário de 55 anos do modelo


Festa em Curitiba reuniu dezenas de veículos, neste domingo (2).
Organizadores montaram mosaico de kombis, no formato da frente do carro.

Mosaico reuniu 112 kombis e seus respectivos donos (Foto: Samuel Nunes/G1)Mosaico reuniu dezenas de kombis e seus respectivos donos (Foto: Samuel Nunes/G1)
Mais de uma centena de pessoas se reuniu neste domingo (2), em Curitiba, para festejar o aniversário de uma cinquentona. A Kombi, veículo utilitário produzido no Brasil desde 1957, acaba de completar 55 anos de fabricação nacional. A comemoração contou com vários amantes do veículo, que abriga de roqueiros a engravatados.
Todos os anos, o Clube da Kombi de Curitiba realiza o encontro na cidade. De acordo com o presidente do clube, Marco Rebuli, esse é um dos maiores eventos de Kombis do Brasil. Ele afirma que, dentre os presentes, havia pessoas não só do Paraná, mas também de Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Os amantes da Kombi organizaram uma grande festa, que contou com a participação de vários veículos modificados. Havia desde a Kombi escritório, de Edson Santana, até a Kombi Rock n’ Roll, da família Costa.
Santana conta que a ideia de transformar a Kombi em um escritório móvel veio do filho dele. Os dois compraram o modelo 74 e adaptaram todo o interior, que pode servir como local de trabalho temporário para executivos, que alugam o veículo eventualmente, ou para a divulgação do site de turismo que ambos mantêm.
Evento reuniu kombis com vários propósitos (Foto: Samuel Nunes/G1)Evento reuniu kombis com vários propósitos (Foto: Samuel Nunes/G1)
Já a Kombi dos Costa foi comprada quando a família decidiu ter um carro grande para viajar. “Como não tínhamos dinheiro para outro carro, acabamos comprando a Kombi. Foi difícil de encontrar uma, mas depois de um tempo, nosso filho viu essa, preta, e compramos na hora”, conta Lorena Afonso da Costa. Após um tempo em viagens com a família, o veículo foi adaptado para receber, também, a bateria do marido dela, Cristiano, que é músico e tem uma banda. “Nos shows, ele sempre toca dentro da Kombi, quando é possível”, diz.
Paixão por Kombis
O amor de Cristiano Oliver Frezza pelo utilitário vem desde criança. Ele conta que sempre quis ter uma. Há seis meses, conseguiu, finalmente, realizar o sonho. Dono de uma oficina de personalização de carros, Frezza começou a modificar todo o modelo, que agora tem, no interior, bancos de praça. “Ainda não está totalmente pronta, faltam alguns detalhes”, diz o empresário, que promete trazer o veículo completo no encontro de kombis de 2013.
Já o chef de cozinha, Luiz Fernando Cechinel, revela que é apaixonado por carros antigos. Ele é dono de duas kombis. Segundo ele, a última foi comprada recentemente. “Vou ter que vender meu fusquinha para poder guarda-la. Era um negócio de ocasião, não pude perder” lembra.
Famosa na cidade
Fabrício Barbosa, que trabalha com eventos, garante que a Kombi dele é uma das mais famosas de Paranaguá. “Tem uma comunidade no Orkut, com mais de 1 mil pessoas, intitulada ‘Eu já vi a Kombi preta de Paranaguá”, afirma. Segundo ele, que trabalha com sonorização de eventos, os clientes sempre pedem para que ele leve o veículo para as festas. “Na noite passada mesmo, trabalhei até às 5h e vim para cá. Ainda estou cansado”, revela.
Acima, a kombi 'inacabada de Frezza. Abaixo, à esquerda, a famosa Kombi preta de Paranaguá e à direita, Cechinel dirigindo a mais nova aquisição (Foto: Samuel Nunes/G1)Acima, a kombi 'inacabada de Frezza. Abaixo, à esquerda, a famosa Kombi preta de Paranaguá e à direita, Cechinel dirigindo a mais nova aquisição (Foto: Samuel Nunes/G1)
Coração partido
Neste ano, para comemorar a data de aniversário da Kombi, 112 veículos formaram um mosaico, com o desenho da frente do carro, cuja produção deve ser encerrada em 2013. A partir de 2014, com as novas exigências de segurança para os veículos, que deverão vir, de série, com air bags e freios ABS, será necessário parar de produzir o carro, que não oferece suporte para esses itens.
A notícia repercutiu negativamente entre os amantes do carro. Edson Santana relata que ficou triste quando soube. Já Cristiano Frezza diz que, mesmo com o fim do modelo, ainda quer comprar outras kombis. “Duvido quem não tem história com uma Kombi”, afirma.
O presidente do clube já avisa que, se a notícia for confirmada de fato, em 2013, o encontro das kombis será mais triste. “Vamos demonstrar nosso sentimento fazendo o primeiro mosaico de kombis em forma de coração partido”, garante.
Segundo a organização, havia kombis de várias cidades do Paraná e das regiões Sul e Sudeste (Foto: Samuel Nunes/G1)Segundo a organização, havia kombis de várias cidades do Paraná e das regiões Sul e Sudeste (Foto: Samuel Nunes/G1)

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