Capital Digital: o novo desbravamento do cerrado

Passados 52 anos de sua fundação, período em que Brasília sobressaiu-se às críticas dos opositores ao projeto visionário do presidente Juscelino Kubitschek de transferência a Capital da República para o interior do Brasil, nossa cidade consolidou-se como centro administrativo do País e destacou-se no cenário internacional ao oferecer a sua população um dos mais altos índices de qualidade de vida do Brasil.
Um setor de serviços pungente e alta empregabilidade na área pública foram fatores preponderantes para alcançar essa confortável posição. Agora, precisamos avançar. Vivemos um momento de instabilidade econômica mundial no qual se sobressairão iniciativas que visarem a quebra de paradigmas, a busca pela tecnologia e inovação.
Estamos fazendo isso no DF. A Câmara Legislativa e o GDF estão concentrados nos esforços para a consolidação do Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD)., um reforço para a nossa vocação pelo moderno. Atualmente, o setor de Tecnologia da Informação (TI) reúne cerca de 700 empresas e emprega 30 mil pessoas. Uma força produtiva imensa. Nossa expectativa é dobrar esse mercado, considerando que o parque abrigará cerca de 1,2 mil empresas, com geração de 25 mil empregos diretos, qualificados e bem remunerados nos próximos quatro anos.
As condições para isso estão sendo criadas. No mês passado viajamos em comitiva com o governador Agnelo Queiroz por cidades da Ásia e Europa, para mostrar ao mundo as possibilidades de bons negócios envolvendo diversos setores econômicos do DF, dentre eles o de TI.
Voltamos otimistas. Mostramos que Brasília está preparada para crescer com ampla oferta de mão de obra, cursos de qualificação e estrutura consolidada para receber esses novos investimentos. Mostramos que o pólo digital é muito mais do que um simples projeto de incentivo ao setor produtivo.
Ele coloca Brasília em um novo patamar econômico capaz de garantir condições para buscar o desenvolvimento sustentável de nossa economia, melhores remunerações para nossos trabalhadores e grandes opções de mercado para os investidores.
Brasília é fruto da ousadia. JK fez brotar concreto do barro vermelho do cerrado, viabilizando a  interiorização do Brasil, movimento primordial para o país se tornar a potência econômica que hoje representa mundialmente. Inspirados nessa ousadia, estamos mantendo o movimento de interiorização iniciado nos anos 50, criando um novo "Vale do Silício", moderno e voltado para o que há de mais moderno. A vocação de nossa cidade está voltada para o futuro. E o nosso futuro já começou.

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