Perícia é finalizada no cemitério onde policial federal foi morto em Brasília


Vítima trabalhou na operação Monte Carlo, que investigou Cachoeira.
Polícia trabalha com a hipótese de latrocínio, mas não descarta execução.

Local onde agente da PF foi morto permanece cercado pela polícia após trabalho da perícia (Foto: Filipe Matoso/G1)Local onde o agente da PF foi morto permanece isolado pela polícia após trabalho da perícia (Foto: Filipe Matoso/G1)
Wilton Tapajós Macedo trabalhava na Polícia Federal desde 1987 e atualmente estava no núcleo de inteligência que investigou o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em 29 de fevereiro deste ano durante a operação Monte Carlo.

A PF acompanha o trabalho realizado no cemitério e se for constatado que houve execução, passa a comandar as investigações. Se a equipe entender que foi latrocínio, a Polícia Civil dará sequência às buscas
.
Em nota enviada nesta terça, a empresa Campo da Esperança informou que não pode restringir o acesso ao cemitério e que os visitantes não são revistados. A empresa informou ainda que quatro equipes com quatro seguranças armados trabalham, em escala, 24 horas no local.

Segundo a empresa, as oito câmeras de vigilância instaladas nas áreas edificadas do cemitério estão funcionando e o material gravado nesta terça já foi disponibilizado para a polícia.
Também por meio de nota, a Polícia Civil disse que a 1ª Delegacia de Polícia apura o caso. Um jardineiro que trabalha no local viu o crime e informou à direção do cemitério. A polícia informou que ele já prestou depoimento e investiga se o homem que cometeu o crime agiu sozinho.

A Polícia Federal, que também participa das investigações, informou estar trabalhando com a possibilidade de latrocínio simples, quando ocorre homicídio com a finalidade de roubar. Segundo a polícia, não há informações de que o agente morto tenha sofrido ameaças recentemente.

De acordo com a PF, Macedo estava armado no momento do assassinato, mas não chegou a reagir. O assassino levou o carro que estava com o policial.

A arma que o policial portava – uma Glock 9 milímetros – e a carteira não foram roubadas.
Macedo, de 54 anos, era casado e tinha sete filhos. Enquanto a polícia realizava a perícia no local do assassinato, quatro filhos chegaram ao cemitério. A esposa da vítima também esteve no local e precisou ser atendida por bombeiros após passar mal.

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do DF, Jones Borges Leal, não descartou que o crime pode ter sido queima de arquivo. "Pode ser uma série de coisas, ainda não dá para dizer com certeza o que motivou. Mas é estranho que tenham deixado a arma que estava na cintura dele", declarou.

Macedo já tinha passado pelos serviços de proteção a testemunhas e de repressão a entorpecentes.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota de pesar pela morte de Macedo e se solidarizando com a família do agente.

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