"Meu pai morreu vítima da própria profissão", diz filho do agente da Polícia Federal assassinado

Policial trabalhou na operação Monte Carlo, que resultou na prisão de Carlinhos Cachoeira

Principal linha de investigação da polícia é execução e queima de arquivo
Principal linha de investigação da polícia é execução e queima de arquivo
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"Meu pai morreu vítima da própria profissão", disse André Tapajós, o filho mais velho do agente da Polícia Federal Wilton Tapajós, morto na tarde desta terça-feira (17). O policial estava visitando o túmulo dos pais e de um irmão no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, área central de Brasília, quando foi surpreendido por dois homens que deram dois tiros contra ele.

O jovem foi o único membro da família a falar com a imprensa, no enterro do pai que aconteceu na manhã desta quinta-feira (19) no mesmo cemitério em que foi morto. O corpo foi enterrado no jazigo da família, local que ele costumava visitar com frequência.

Mais de duas mil pessoas participaram do enterro do agente da Polícia Federal Wilton Tapajós.O corpo do policial foi enterrado no mesmo cemitério em que foi morto e no mesmo túmulo dos familiares. O velório começou às 8h e no começo da cerimônia apenas familiares ficaram presentes.

A mulher e os filhos do agente ficaram o tempo todo ao lado do caixão e estavam inconformados com a morte do homem. O filho mais velho, o único membro da família que quis falar alguma coisa, disse que não acreditava na porte do pai.

Aos poucos a capela ficou totalmente lotada. Vários policiais federais começaram a aparecer para prestar as últimas homenagens ao colega de trabalho. Algumas autoridades também estiveram presentes para prestar solidariedade à família.

A superintendente da Polícia Federal, Silvana Borges, falou sobre o crime. Ela afirmou que as investigações continuam e que nenhuma hipótese está descartada

— Mesmo tendo um inquérito separado da Polícia Civil, os policiais federais vão continuar fazendo o trabalho de investigação em parceria. 

Silvana também deixou claro que a morte de Tapajós, como era conhecido na corporação, não intimida a instituição.

A partir de agora as apurações e investigações acontecerão em segredo, mas a polícia confirma que já existem dois suspeitos pelo crime e até o momento ninguém foi preso. O carro do agente, que foi levado pelos criminosos, ainda não foi localizado.

Três funcionários do cemitério que presenciaram o crime, amigos e familiares já prestaram depoimentos. As informações prestadas farão parte das investigações, para tentar esclarecer o caso.

Execução

Tapajós atuou nas investigações de casos de pedofilia, no combate ao tráfico de drogas e nas escutas telefônicas da operação Monte Carlo, que resultou na prisão e na criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do contraventor Carlinhos Cachoeira. Por esta razão a principal linha de investigação da polícia no momento é execução e queima de arquivo.

Antes do enterro a mulher do agente passou mal e teve que receber atendimento de homens do Corpo de Bombeiros. Os familiares e amigos do agente ficaram muito emocionados e o corpo de Tapajós foi enterrado no jazigo da família onde estão o pai, a mãe e um irmão.

Na despedida, muitas palmas. O filho mais velho do casal acredita que o pai tenha sido morto vítima da própria profissão.

A Polícia Federal informou que o agente não ia aposentar, porque não tinha tempo de serviço e contribuição suficientes. No entanto, confirmou que Tapajós deu entrada nesta segunda-feira (16) em um pedido de licença do trabalho para participar de cursos de capacitação profissional.

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