Fenabrave quer prorrogar incentivos


O prazo dado pelo Governo termina no dia 31 de agosto -
Governo quer condicionar a prorrogação dos incentivos à manutenção dos empregos
O presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Flávio Meneghetti, trabalha para a manutenção das medidas de incentivo ao setor automotivo. Na última sexta-feira, 27, o executivo se reuniu com o ministro da Fazenda interino, Nelson Barbosa, para pedir a prorrogação do prazo dado pelo Governo Federal, que termina no dia 31 de agosto.
“Ele [Nelson Barbosa] ficou de conversar com o Alexandre Tombini [presidente do BC], e acredito que a medida deve sair. Para cada 100 propostas de compra de motos, apenas 10 ou 11 são aprovadas. Também solicitamos a manutenção do Procaminhonheiro, que é uma taxa de 5,5% para caminhões, importante para o setor”, disse Meneghetti.
O Governo Federal, porém, quer condicionar a prorrogação dos incentivos à manutenção dos empregos. Na última semana, a presidente Dilma Rousseff disse que deseja ver cumprido o acordo que prevê a manutenção dos empregos em troca da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Esse acordo estabeleceu o estímulo fiscal concedido pelo Governo ao setor automotivo, de maio a agosto.
“Ante a crise, a tendência seria naturalmente prorrogar, negociar os benefícios, mas o Governo quer aguardar essas questões e o compromisso formal do setor de que não haverá demissões”, afirma a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
De acordo com o último levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automorores), relativo a junho, ocorreu uma expansão no número de postos de trabalho, com a criação de 1,9 mil vagas. A base de trabalhadores passou de 145 mil, em maio, para 146,9 mil, em junho, depois de ter ficado praticamente estável nos meses anteriores. Em março, houve um leve crescimento, de 145 mil para 145,1 mil, e em abril, de 145 mil para 145,2 mil.
Já o presidente da Fenabrave elogiou as medidas do Governo para estimular o setor automotivo na crise. Segundo ele, foram decisões que provocaram uma reação muito positiva. “Já superamos os números do ano passado e viemos solicitar ao Governo a manutenção das medidas”, diz Meneghetti. “Os estoques estão mais confortáveis, e esperamos a retomada na sequência da manutenção das medidas. Acredito que as montadoras terão que entender que este é um momento em que todos devem reunir esforços para manter a economia aquecida e por isso terão que rever suas posições”, completa.

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