INDÚSTRIA DE CIMENTO PARTICIPA DE DEBATE SOBRE USO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS

 
BRASIL APRESENTA INDÚSTRIA DO CIMENTO COMO A MAIS ECOEFICIENTE DO MUNDO NA RIO+20

Estudo foi elaborado pela Associação Brasileira de Cimento Portland e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento com base no desempenho das empresas do setor

A ABCP e o SNIC apresentaram o estudo sobre a ecoeficiência do setor cimenteiro no dia 14 de junho, durante o Encontro da Indústria para a Sustentabilidade, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O evento tem como principais objetivos mostrar os avanços alcançados pela indústria brasileira na área de sustentabilidade, resultados da mobilização do setor como um todo, além de apresentar novas tecnologias e soluções para garantir o desenvolvimento verde”, explica Shelley de Souza Carneiro, gerente executivo de meio ambiente e sustentabilidade da CNI.

De 1990 a 2005, a produção de cimento aumentou50%, mas a emissão de CO2 variou apenas 38%, resultado da redução das emissões específicas (CO2/ton cimento) do setor, que caíram 8%. Levantamento realizado pelo Cement Sustainability Initiative (CSI), considerando mais de 900 unidades fabris de 46 grupos industriais atuantes no mundo todo, identificou o Brasil como aquele com a menor emissão específica de CO2.

Um dos principais avanços é o coprocessamento, uso dos fornos de cimento para destruição de resíduos que tem dado à indústria do cimento um novo e relevante papel no âmbito da promoção da sustentabilidade e do equilíbrio ambiental. O coprocessamento representa, em muitos casos, a solução mais eficiente e econômica para a gestão de resíduos, sem representar risco à qualidade do cimento portland e ao meio ambiente. 

Do início da atividade na década de 90 até o momento, o setor contribuiu para a destinação ambientalmente adequada de aproximadamente 7,5 milhões de toneladas de resíduos. Em 2010, foram coprocessados nos fornos de cimento 183.500 toneladas de pneus, o equivalente a aproximadamente 36 milhões de unidades de pneus de carros de passeio– se alinhadas, equivaleriam a 21.600 km, ou a distância, em linha reta, de São Paulo até o Japão.

“O coprocessamento apresenta-se como uma solução apropriada para a recuperação energética dos resíduos, principalmente após a edição da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, segundo a qual os resíduos somente poderão ser dispostos em aterros após terem sido esgotadas todas as possibilidades de reaproveitamento”, afirma Mario William Esper, gerente de Relações Institucionais da ABCP.

A ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland participa, como representante da indústria cimenteira, de debate sobre a utilização sustentável dos recursos naturais, durante o Encontro da Indústria para a Sustentabilidade, evento organizado pela CNI – Confederação Nacional da Indústria dentro da Rio+20.  A mesa redonda discutirá as maneiras de aprimorar os mecanismos do uso racional dos recursos naturais nos processos de produção. O setor de cimento abordará o coprocessamento de resíduos e a produção de cimentos com adições como iniciativas desenvolvidas pela indústria para continuar produzindo em grande escala, mas respeitando os limites da natureza.



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