Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é referência em sustentabilidade





Deputados, senadores e outras autoridades elogiaram o projeto da eco-arena onde foi lançado o Grupo de Trabalho Sustentabilidade na Copa do Mundo de 2014 
O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha recebeu, nesta quarta-feira, a visita de deputados, senadores e outras autoridades para o lançamento do Grupo de Trabalho Sustentabilidade na Copa do Mundo de 2014. Formado por nove parlamentares e nove membros da sociedade civil, o grupo tem a missão de fiscalizar os estádios que receberão os jogos, elaborar relatórios e a partir daí fazer sugestões. O governador Agnelo Queiroz recepcionou os convidados.
“É uma honra recebê-los no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha com a motivação de acompanhar a área de sustentabilidade na Copa, que é central no nosso estádio. O projeto foi, desde sua concepção, direcionado à conquista do Leed Platinum, o selo máximo de sustentabilidade. Essa iniciativa vai agregar valor ao nosso estádio. Com essa certificação seremos referência em todo o mundo, estimulando práticas sustentáveis em outras construções”, destacou o governador.
Antes de percorrer as obras do estádio, a comitiva assistiu a uma apresentação do arquiteto Vicente de Castro Mello, co-autor do projeto, sobre o processo de construção e os potenciais do empreendimento. O arquiteto ressaltou a importância da pesquisa que antecedeu o projeto, com visita a 30 estádios em 18 capitais. Segundo ele, foi feito um estudo bioclimático no DF, de forma a otimizar as tecnologias verdes.
“Os principais diferenciais dessa arena são a economia e o custo de manutenção da construção. Cerca de 80% da demanda por água virá do aproveitamento da água da chuva e a energia solar captada irá suprir até 100% da energia. Sem dúvida o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha atende aos princípios econômico, ambiental e social, por meio de operação eficiente, baixo impacto e educação da população”, afirmou Vicente.
A estimativa, de acordo com o arquiteto, é de que dentro de 10 anos o valor do investimento na sustentabilidade do estádio seja pago, e, em 25 anos, a ecoarena comece a gerar lucro, com economia anual avaliada em R$ 7 milhões. Todos os estádios da Copa estão empenhados na conquista de certificação ambiental, mas apenas o de Brasília poderá alcançar o nível máximo de certificação.
O vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no centro-oeste, Weber Magalhães, presenteou o governador Agnelo Queiroz com uma camisa oficial da Seleção Brasileira e o parabenizou pelo estádio. “As obras em Brasília estão com o cronograma acelerado para conclusão desse estádio fantástico. A cidade possui uma capacidade enorme para fazer da Copa do Mundo de 2014 um marco em nossa região”, salientou.
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