Atualizado em 07/03/2012 21h02 Sindicato quer suspensão de restrição para reabastecer postos em SP

Sincopetro diz que motoristas precisam circular mais horas pela Marginal Tietê.Secretaria de Transportes diz que não haverá acordo.

 Postos de SP pedem trégua em restrição (Reprodução / TV Globo)sindicato que representa os postos de gasolina da Grande São Paulo, enviou um ofício nesta quarta-feira (7) à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pedindo que a Prefeitura de São Paulo suspenda a restrição por sete dias assim que a greve dos caminhoneiros acabar. O objetivo é poder reabastecer os postos da Grande São Paulo de forma mais rápida.
O pedido é para que as 27 vias para qual a restrição foi ampliada no final do ano passado deixem de ter limites à circulação dos caminhões. Na prática, o pedido vai pressionar o prefeito Gilberto Kassab (PSD) a rever sua própria decisão de não voltar atrás na ampliação da restrição de circulação dos caminhões. A inclusão das novas vias, entre elas a Marginal Tietê, e a ampliação do horário da restrição vêm sendo motivo de queixas dos caminhoneiros, que promovem um desabastecimento na Grande São Paulo. Segundo o presidente do Sincopetro, José Alberto Gouveia, quase 100% dos postos já estão sem gasolina.
Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) informa que não haverá acordo. “Entendemos que os horários definidos para o transporte de cargas e também para o transporte de cargas perigosas definidos são suficientes para que as empresas possam realizar o abastecimento na cidade", afirma o comunicado.
A pasta acrescenta que a categoria do transporte de combustíveis, que foi a primeira a sofrer restrições no Minianel Viário e Marginal Tietê no ano passado, "com proibição de circular entre 5h e 10h e 16 e 21h, conseguiu se adequar às normas”.
O presidente do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz, afirmou na tarde desta quarta que a decisão judicial que determinou que os caminhoneiros tinham de realizar o abastecimento não conseguiu acabar com o problema. “Hoje [quarta] motoristas foram abordados em seus percursos. Houve uma reversão. De novo os motoristas que querem trabalhar ficam assustados. Aguardamos novas decisões da Justiça para que de alguma forma esse serviço seja preservado.”

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