BR abre negociação com o México

Fonte:WEBTRANSPO : JOÃO VIDAL/ FOTO: DIVULGAÇÃO

Anfavea quer que acordo comercial seja mantido
Acordo só contempla carros de passeio, Brasil quer incluir caminhões e ônibus.O saldo negativo de US$ 1,7 bilhão, nas relações comerciais do setor automotivo brasileiro e mexicano, não ficará por isso mesmo. Após a notícia de que o acordo entre os dois países poderia ser cancelado ter sido ventilada, a presidente Dilma Rousseff iniciou tratativas com Felipe Calderón, presidente do México.
As negociações começaram por iniciativa de Calderón, que telefonou à presidente brasileira e se dispôs a rever o acordo que desde 2009 vem apresentando saldo negativo para o Brasil. “Vamos começar um processo de negociação dos termos do acordo já na semana que vem. No momento atual, esta relação não é equilibrada. Foi uma conversa produtiva, o presidente mexicano manifestou total abertura em rever os termos do negócio”, declarou Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que também participava da reunião entre os mandatários brasileiro e mexicano, além dele, estava presente também Antônio Patriota, chefe da pasta de Relações Exteriores.
Dentre os maiores interessados na manutenção deste acordo estão as montadoras nacionais, principais responsáveis por trazerem os veículos fabricados em território mexicano, que correspondem a 13,78% das importações brasileiras neste setor. Tendo isso em vista, as fabricantes, por meio da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores), ressaltam a importância da manutenção do acordo.
“Consideramos a importância de continuarmos o acordo. Esta relação existe desde 2002 e já foi positiva para o Brasil. Nos últimos dois anos é que a situação se reverteu”, lembrou Cledorvino Belini, presidente da entidade.
Apesar de enxergar a manutenção de uma relação fiscal amistosa entre os dois países como a melhor saída, Belini afirma que renegociações são normais e fazem parte do jogo. “Revisões em acordos são coisas que acontecem e não fogem a realidade”, declarou o executivo relembrando que na somatória dos acordos entre Argentina (regime que possui benefícios similares aos mexicanos) e México, o saldo ainda é positivo em quase US$ 2,4 bilhões.
As negociações serão feitas pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e das Relações Exteriores e seus pares mexicanos, as tratativas devem se iniciar na próxima semana, quando representantes do México chegarão a Brasil, a expectativa é que as negociações sejam encerradas até fevereiro.
“Queremos aumentar o conteúdo regional na produção dos veículos, tanto no México como no Brasil, e aumentar o escopo do acordo, de forma que não seja apenas para automóveis de passeio, como é hoje. Que inclua também caminhões, ônibus e utilitários, o que poderia melhorar o saldo, que hoje é totalmente negativo para o Brasil”, declarou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio brasileiro.
Relação com a Argentina
Não são somente as relações comerciais com o México que andam estremecidas, recentemente, a Argentina adotou uma série de medidas para proteger a sua indústria interna, o que acarretou em barreiras aos produtos brasileiros. “A Argentina está tentando ampliar a produção local, e com isso acaba criando medida equivocadas como a dificuldade na obtenção de licença para importados”, declarou o presidente da Anfavea.
Embora isso afete diretamente as fabricantes nacionais, Belini não enxerga estas medidas como algo extremamente preocupante e aponta que isto deve ser resolvido entre os governos argentinos e brasileiros.

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