Operação contra corrupção no RJ tem nove PMs suspeitos presos


Já chega a nove o número de policiais militares presos nesta segunda-feira (19), na Operação Dezembro Negro, comandanda pela Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado Alan Luxardo, da DH, os PMs são acusados de corrupção e associação para o tráfico de drogas. Entre os presos está o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Djalma Beltrami.
árbitro Djalma Beltrami é detido pela polícia (Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo)
Ex-árbitro Djalma Beltrami é detido pela polícia (Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo)
Comandante é ex-juiz de futebol
Beltrami comandou equipes em momentos de grande repercussão, como o massacre da escola de Realengo, na Zona Oeste do Rio, em abril, quando 12 crianças foram mortas. Mas o comandante ganhou fama numa carreira paralela a de policial, nos gramados: durante 22 anos ele foi juiz de futebol.
De acordo com o Globoesporte.com, Beltrami, paulista de 45 anos, fez parte do quadro de árbitros da Ferj de 1989 a 2011, quando se aposentou por idade em maio. Também era dos quadros da CBF (1995 a 2010) e da Fifa (2006 a 2008).
Durante investigações de assassinatos relacionados ao tráfico de drogas, agentes descobriram a corrupção policial. Os PMs receberiam propina de R$ 160 mil por mês.
Beltrami foi levado para a Divisão de Homicídios (DH) em Niterói, para prestar depoimento. Na operação também foi preso um suspeito de tráfico de drogas e apreendidos cinco quilos de maconha.
De acordo com a polícia, outras sete pessoas foram presas suspeitas de participarem do tráfico de drogas do Morro da Coruja, em São Gonçalo. Neste grupo, segundo o delegado, há três menores.
A Operação Dezembro Negro tem como objetivo cumprir 13 mandados de prisão, todos contra PMs. Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça registraram conversas entre suspeitos e policiais militares cobrando propina.
O delegado revelou que o comandante, ao ser preso, negou as acusações. No entanto, Luxardo afirma que existem imagens e provas testemunhais que ainda estão sendo analisadas. O comandante prestou depoimento e será levado para o Batalhão de Choque, no Centro do Rio.
 com informações do G1

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